Carlos amava Flávia, que amava Diogo, que amava Camila, que amava Fernando, que amava Carolina, que amava Lucas, que amava Vitória, que amava Wagner, que também era amado por Ana.
Wagner achava que amava Letícia, que até então estava de fora na história. Mas a verdade é que ele amava o conceito de amor, simplesmente porque se amava tanto que aquilo não cabia dentro de si.
E já que Letícia mal lhe dava bola, Wagner, que se amava tanto que não poderia ficar sozinho, ficou com Vitória. Vitória ficou feliz. E amou, achando que também era amada, mas a verdade é que o que via nos olhos de Wagner era seu próprio amor espelhado no brilho da vaidade.
Nesse meio tempo, Carlos resolveu casar com Camila, que esqueceu Fernando, e ele, que já não agüentava mais levar fora da Carol, ficar com Flávia. Carol desistiu de tudo e foi morar na Europa, enquanto Lucas e Diogo, que estavam sozinhos até então, sairam do armário e assumiram seu relacionamento de alguns anos já.
Assim, mesmo que só vivendo de aparências, todos estavam bem. Ninguém ficou com quem realmente queria, mas afinal, o que importa mesmo é ser amado.
E Aninha? Ah, essa ficou mesmo sozinha...
Quem?
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
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"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. (...)
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas."
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas."