- dois.
Ahn? Ah. Quer me explicar. E eu não quero. Quer me dar uns dez motivos e eu preciso de motivo algum. Você tá é cagando de medo, eu bem sei. É porque é um besta que acredita em previsões. Até leva guarda-chuva quando a moça-simpática-loira-e-sorridente diz que as manhãs terão um dia-sol ou dia-chuva. Lê seu horóscopo logo que entregam seu jornal de gente séria de todos os dias. Mas diz que não acredita, afinal, você é cético como um capricorniano. E ateus, graças a deus. E não está afetado por estória alguma. Só pela história. É, eu sei.
dá um avanço no botão de tempo. coloca lá no futuro (mesmo que o futuro seja presente no mundo de suposições). Dá uma pausa e vê que ainda anda com os pés para dentro. E não tem ortopedia que conserte este defeito de sua falta de coragem. Não tô pedindo para que me ame, não, não. Só estou segurando sua mão e, se não estiver dentro dos cinco minutos seguintes, quem sou eu para questionar. Quem é você para não tentar?
*Texto original no blog da Vanessa, mas sei que ela não vai ligar de eu postar aqui. É dela, mas ela sabe que, no fundo, sempre foi meu.
Quem?
Mostrando postagens com marcador silêncio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador silêncio. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 4 de junho de 2008
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Da vida como ela é
Por algum tempo, quase me esqueci o porquê do nome desse blog. Quase me esqueci também de tantas pequenas coisas que nos são importantes, como o prazer de um abraço, de segurar forte na mão de alguém, de se deixar amar...
Mas me prenderei apenas na chuva na minha janela. Fazia muito tempo, apesar do tempo chuvoso dos últimos dias, que eu não me lembrava dela. Talvez porque eu estava tão ocupada pensando no quanto eu estava ocupada que nem me lembrei que poderia, entre pensar e estar, olhar pra fora.
Pois é, mas a vida sempre nos lembra que existe um mundo depois desse vidro emoldurado. E lá, se fizermos um pequeno esforço pra nos lembrarmos, existem gotinhas geladas lindas, que caem pra nos poupar da tristeza de uma vida seca (em todos os sentidos).
E hoje, talvez porque eu tenha acordado p*** da vida (acordei 1h30 mais cedo que o comum), tenha entrado nesse escritório cinza e triste e, após algumas horas da mesmice da minha vida igual, eu lembrei que fazia muito tempo que eu queria baixar uns sambas. Pois é, baixei. Aí, depois de cantar mentalmente alguns clássicos, olhei pela janela.
As nuvens estavam muito simpáticas e, entre o segundo de olhá-las e o de lembrar que esqueci meu guarda-chuvas, eu consegui! Lembrei daquele cheirinho característico, aquele que tanto amo: lembrei do cheiro da chuva.
Pois é... agora estou feliz, mesmo com fome, sem dinheiro, com pressa, cheia de coisas pra fazer e sem guarda-chuvas. Estou feliz porque posso ver o vidro molhado e chuva e lembrar de todas as pequenas coisas gostosas do mundo.
E, se lembro bem, existem muitas coisas a lembrar. Palavras, gordisses, abraços, beijos, amores, silêncios, conversas de carro, chuva na janela...
É... a vida é mesmo uma caixinha de surpresas....
Mas me prenderei apenas na chuva na minha janela. Fazia muito tempo, apesar do tempo chuvoso dos últimos dias, que eu não me lembrava dela. Talvez porque eu estava tão ocupada pensando no quanto eu estava ocupada que nem me lembrei que poderia, entre pensar e estar, olhar pra fora.
Pois é, mas a vida sempre nos lembra que existe um mundo depois desse vidro emoldurado. E lá, se fizermos um pequeno esforço pra nos lembrarmos, existem gotinhas geladas lindas, que caem pra nos poupar da tristeza de uma vida seca (em todos os sentidos).
E hoje, talvez porque eu tenha acordado p*** da vida (acordei 1h30 mais cedo que o comum), tenha entrado nesse escritório cinza e triste e, após algumas horas da mesmice da minha vida igual, eu lembrei que fazia muito tempo que eu queria baixar uns sambas. Pois é, baixei. Aí, depois de cantar mentalmente alguns clássicos, olhei pela janela.
As nuvens estavam muito simpáticas e, entre o segundo de olhá-las e o de lembrar que esqueci meu guarda-chuvas, eu consegui! Lembrei daquele cheirinho característico, aquele que tanto amo: lembrei do cheiro da chuva.
Pois é... agora estou feliz, mesmo com fome, sem dinheiro, com pressa, cheia de coisas pra fazer e sem guarda-chuvas. Estou feliz porque posso ver o vidro molhado e chuva e lembrar de todas as pequenas coisas gostosas do mundo.
E, se lembro bem, existem muitas coisas a lembrar. Palavras, gordisses, abraços, beijos, amores, silêncios, conversas de carro, chuva na janela...
É... a vida é mesmo uma caixinha de surpresas....
Assinar:
Postagens (Atom)
"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. (...)
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas."
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas."